Modos Gregos?

E aí pessoal?

Como professor umas das dúvidas que mais recebo de meus alunos interessados em improvisação é sobre a aplicação de modos gregos. Se você já é um pouco familiar com os modos, mas não se sente confortável em como aplicá-los, esse post pode te ajudar a entender melhor os contextos harmônicos.

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Formação dos modos

Os modos são provenientes da escala maior natural. No caso, vamos pensar em Dó:

 

Começando essa escala de cada grau, geramos uma nova escala, um novo modo. A escala de dó maior a partir dela mesmo, já é pra gente o modo Jônio.

Agora, se partirmos do segundo grau, por exemplo, teremos o modo dórico de Ré:

Sendo os intervalos dessa nova escala:

Veja que é o uma escala menor, pela presença da terça menor em sua composição. O que fazemos agora é comparar a escala dórica com a própria menor natural de Ré:

A única mudança que temos de uma escala pra outra é a sexta maior. A escala dórica é simplesmente a escala menor natural, porém com a sexta maior. Essa escala irá funcionar para acordes menores, e funcionará especialmente para acordes do tipo “Dm6”, que possuem a sexta maior em sua composição.

Pensando na harmonia:

A princípio a primeira coisa que podemos fazer para improvisar nessa harmonia é a escala menor natural e pentatônicas. Certo? Você pode também utilizar o modo dórico tanto quanto as outras escalas. Agora:

Nessa harmonia como o Dm6 possui a sexta maior, inviabiliza a utilização da escala menor natural de Ré. Pra improvisar nesse acorde, você precisa de uma escala menor com a sexta maior que é a escala dórica, ou modo dórico. Nesse caso, a utilização é “obrigatória”. Claro que você tem outras escalas pra utilizar, as pentatônicas por exemplo, mas a questão é que a sexta maior inviabiliza a utilização da própria escala menor.

Outra situação:

Em primeira mão a gente pode pensar: Jônio pro Dó e Dórico pro Ré menor. O que está certo. Entretanto neste caso, como o Dó já é o primeiro grau, utilizar o modo jônio não traria nenhuma alteração ou novidade na improvisação. Como o Ré menor já o segundo grau de dó maior, utilizar o dórico nele neste caso também não traria nenhuma alteração. Você ficaria num escopo tonal ainda, tocando as mesmas notas:

Certo?

O melhor a se fazer, para realmente soar modal nesse caso é utilizar outro grau de modo, que não sejam o primeiro grau jônio para Dó, ou o segundo grau dórico para Ré menor. Uma opção simples: utilize o quarto modo, modo Lídio em Dó maior, e tenha uma alteração da quarta justa para a quarta aumentada.

A conclusão é que: existem situações que a utilização dos modos são facultativas: você pode escolher usá-los ou não usá-los. E existem situações que a utilização dos modos é “obrigatória”.

É isso aí! Bons estudos e bom som!

 

MB

 

 

Pentatônicas + Modos Gregos

Oi!

Segue mais uma dica para incrementar os solos e improvisação. Dessa vez vamos falar de pentatônicas e modos gregos.

Utilizaremos a escala pentatônica menor que tem por formação os intervalos:

T     3m     4J     5J    7m

Os modos adicionam variações de intervalos à escalas maiores ou menores. Para essa dica usaremos o modo dórico que adiciona uma 6M a escala menor, tendo os seguintes intervalos harmônicos:

T     2M    3m   4J    5J   6M   7m

Como as escalas modais são mais extensas, utilizaremos apenas a variação que a define incorporando na escala pentatônica desejada. O resultado é simples:

T     3m     4J     5J    6M    7m

Obtemos uma escala pentatônica com a adição da 6a maior. O motivo principal desta dica é manter o shape e o “feel” pentatônico utilizando ainda o modo dórico sem muito esforço. Você pode reutilizar essa “técnica” de adição de intervalos para todos os outros modos. 🙂

Bons estudos e bom som!

 

MB

Primeiro Post! Arpejos Dominantes

Oi pessoal!

Segue uma dica para improvisação em arpejos e acordes dominantes.
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Formação : Acordes e Arpejos Dominantes

 

Os acordes dominantes tem a formação básica em:

     T             3M                 5J                   7

Tônica, Terça Maior, Quinta Justa e Sétima Menor.

Pensando em harmonia funcional, o quinto grau que é o próprio acorde dominante, tem a função de “preparação” no campo harmônico que pode ser explicada pelo trítono existente entre a terça maior e a quinta justa. O trítono tem por característica ser um intervalo de tensão.

Por esta razão temos um “contraste” de tensão e relaxamento quando tocamos o quinto grau dominante em seguida a tônica, primeiro grau.

Uma vez que a função harmônica do acorde dominante é baseada na tensão que ele gera, essa dica potencializa a função adicionando ainda mais tensão ao acorde.

Utilizamos as tensões: b9, #9, #11, b13. Nona menor, nona aumentada, décima primeira aumentada e décima terceira menor.

Os arpejos ficam com a formação:

T b9 3M 5J 7

T #9 3M 5J 7

T 3M #11 5J 7

T 3M 5J b13 7

Cada um com uma sonoridade específica. Experimente todos e descubra em quais situações eles se encaixam melhor. Para baixar um tab com a formação dos arpejos que eu utilizo, clique no link: http://eepurl.com/c1JF7r

Bons estudos!

 

MB